Poesias completa 1951 / 1986

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O'Neill é um poeta de vanguarda pertencente a um grupo de vanguarda, e por isso a sua poesia nos surpreende e nos provoca. Mas o ser poeta de vanguarda não impede que encontremos nas suas páginas muitos ecos da nossa tradição literária, desde a sátira medieval até aos versos de Bocage.

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No reino da Dinamarca

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Com a edição deste livro, em 1958, Alexandre O'Neill viu-se reconhecido como poeta.

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

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A saca de orelhas

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tchekov anton rebocava o seu
pulmão pelos ares da crimeia
mais ou menos quando a engomadeira
de cesário passava os seus pulmões
pelo carvão do ferro

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Alexandre O’neill

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Num tempo em que a poesia portuguesa já nada tem a ver com versos surrealistas à força do realismo, poéticos à força de banais, preparados para fazer parte da vida do leitor, para servirem de causa quotidiana das suas lidas e das suas liças, até para darem a cara mais funda e mais nua de um homem

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Alexandre O’neill dito por Sinde Filipe

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Interpretar poesia foi sempre, para mim, simultaneamente fascinante e assustador. Fascinante pelo desafio que representa, mas também assustador pelo potencial risco de insucesso. Um intérprete – pelo menos como eu o entendo – não deverá ser apenas um frio e descomprometido "dizedor", mas imprimir no poema os "cromatismos" da sua própria sensibilidade.

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