Louvor e simplificação de Álvaro de Campos

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Coitado do Álvaro de Campos!
Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!
Coitado dele, que com lágrimas (autênticas) nos olhos,

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Manual de prestidigitação

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na mudês do pinhal
a fonte
sempre tem
um murmúrio casual
de vigiar quem passa
que vem
de ver o mar, tão servo
do sol, ave de fogo no horizonte

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O virgem negra: fernando pessoa explicado às criancinhas (…)

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Eu sempre a Platão assisto.
Pessoalmente, porém, e creia que não
Tenho qualquer insuficiência nisto,
Sou um romano da decadência total,
Aquela do século IV depois de Cristo,
Com os bárbaros à porta e Júpiter no quintal.

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A cidade queimada

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Em Londres, encontro numa rua de Chelsea abandonado no chão de um passeio, o "meu relógio de mar" (nunca o tivera antes): uma pequena bússola indica nervosamente o norte magnético encrustada num leme e fixa a uma espécie de pulseira sem marca de contraste nem dono reconhecível.

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As mãos na água a cabeça no mar

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Este livro reúne um importantíssimo conjunto de textos de Mário Cesariny. Ensaios, cartas, textos de ocasião, todos eles fulgurantes e indispensáveis para que melhor se conheça a história do surrealismo em Portugal, e para que melhor se entenda a poesia do autor.

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