Destaque do mês | Tomaz da Fonseca PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

CAPA

Em junho, a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço dá destaque a um dos grandes vultos da cultura e da intelectualidade portuguesa do século passado, Tomaz da Fonseca. Escritor, político, professor, jornalista, pensador e interveniente na construção da 1ª República, nasceu em 1877, em Laceiras, concelho de Mortágua e faleceu em Lisboa em 1968. A sua personalidade forte, intransigente e combativa fez dele um lutador e um defensor não só das suas ideias como das causas que defendia como a justiça, a igualdade, a liberdade e os direitos sociais. Como homem de ação envolveu-se, ao longo da sua vida, de forma muito ativa no mundo associativo e na política onde foi um tribuno de excelência. Nas inúmeras publicações que nos legou evidencia, de forma muito clara, a abrangência dos seus interesses e a sua escrita espelha-se em temas tão diversos como a arqueologia, a doutrina democrática, o pensamento filosófico, o papel da Igreja e da Religião demonstrando, nesta temática, o seu forte anticlericalismo. Neste particular ficou famosa a sua polémica com João de Deus Ramos sobre o ensino religioso nas escolas. Tomaz da Fonseca é considerado um escritor de ideias de grande mérito e atualidade. Em colaboração com a Biblioteca Municipal de Mortágua será apresentada a exposição "Tomaz da Fonseca: Republicano e Maçon", o catálogo que a acompanha e uma mostra bibliográfica deste autor. Na programação damos ainda destaque à conferência que Armando Carvalho Homem virá proferir subordinada ao tema " O pensamento filosófico e maçónico de Tomaz da Fonseca" e à comunicação de Onofre Varela, "Sobre Tomás da Fonseca".
A programação fica completa com um conjunto diversificado de outras atividades nomeadamente apresentações de livros, oficinas de ilustração e papel reciclado, visitas à tipografia, narração de contos, ateliers para famílias, a rubrica "Guarda: a memória" com uma tertúlia sobre a FEMSA - Fábrica eletromecânica, SA e uma exposição de Ulisses Cardoso sob o título "A cidade do tuni das pessoas romanoso nus".