|
Guarda, 25 de Fevereiro – Cá ando a dar a volta à Estrela, como uma borboleta a circundar uma luz. Pelo caminho vou olhando também a sepultura do Sortelha, em Góis, o berço de Pero da Covilhã, na dita, o lar de Pedro Álvares Cabral, em Belmonte, e a feiura forte e fria desta Guarda do passado. |
|
Continuar...
|
|

Sobranceiro aos vales e aos montes que formam a vasta cordilheira dos Hermínios, dali se desfrutam até muitas léguas em redor, as mais formidáveis cenas da natureza: dias de sol ofuscante; manhãs de límpido cristal; noites argênteas de luar álgido em Janeiro, ou de cariciosa frescura em Agosto; cavas espessuras de treva densa nas profundas noites sem lua, com o firmamento constelado de estrelas ou toldado de nuvens caliginosas; o sublime quadro dos nevoeiros subjacentes que repousam nos abismos vertiginosos; o sudário deslumbrante da neve que amortalha os cumes e as ravinas; e o assombroso espetáculo das trovoadas trágicas e dos desgrenhados vendavais, na sua estranha e alucinante beleza!... |
|
Continuar...
|
|

Um compêndio de filosofia positiva
Em 1890 já havia duas Guardas. Elas tinham-se esboçado e construído desde os remotos anos de 1860, quando a febre da imprensa invadiu o distrito e, sobretudo, a capital diocesana, onde, num determinado momento se iniciou (1904) a publicação do semanário A Guarda (que tirava edições com títulos diferentes para Braga, Bragança, Santarém, Lisboa, Barcelos, Castelo Branco) e da qual Afonso Costa dizia que a República não ficaria consolidada enquanto A Guarda não fosse calada.
|
|
Continuar...
|
|

É TEMPO DE A GUARDA SABER QUEM TEM. Nos escaparates dos livreiros apareceu o volume intitulado "O Escritor na Cidade" (Verbo, col. Presença, 1986) assinado por João Bigotte Chorão. Importa que a Guarda, sua terra natal, o identifique e o estime com o valor do seu património espiritual. Filho de uma das melhores famílias de Riba-Côa, João Bigotte Chorão nasceu nesta cidade serrana em 1933, irmão de um conhecido e prestigiado autor do nosso pensamento jurídico, Mário Bigotte Chorão.
|
|
Continuar...
|
|
(...)
São muitos os historiadores da Sé Catedral da Guarda. Entre os que mais contribuíram para a elucidação dos principais aspetos e singularidades da sua longa vida, contam-se Adriano Vasco Rodrigues, B. Pina da Fonseca, Armando de Lucena, Virgílio Afonso e Pinharanda Gomes, sem esquecer os críticos e comentadores de João de Ruão como autor do celebérrimo retábulo em pedra de Ançã, e que é a obra-prima da catedral.
|
|
Continuar...
|
|
|
|