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Como se concebeu, imaginou, julgou, E assim se descreveu o histórico momento.
É já de luz, de luz mais clara o novo dia!... Um novo sol raiou, nova alvorada Após a noite longa, inconsolada e fria, A triste e sem luar, insignificativa, Noite intranquila, escura, A de ontem... já passada!...
Que a esperança surja agora, Ao despontar dum novo sol, Ao festejar deste arrebol, Ao renascer da Nova Aurora!...
Que a primavera brilhe, e cante o rouxinol, Viceje a flor de Abril, e se ouça a voz de novo, A clara voz dum povo, Ao despertar da nova aurora Ao renascer dum novo sol!...
Que a Paz se consolide em fraternal convívio, Que a vida seja alívio e não constrangimento, E se respire ar puro, ar livre, ar são, Mãos dadas ao labor, em paz e amor, Nesta bendita hora, Ao despontar da nova aurora!...
Que seja positivo o dia que renasce, E que o receio passe, e se respire ar puro, Ar renovado, e não contaminado De infectas e viciosas impurezas!... Que as horas já não sejam de incertezas, E o Lema seja amor, labor, fraternidade, Em paz, sossego e ordeira Liberdade!...
Eis o pregão, programa ideal Da Gesta Nacional!... Caminho a desbravar, mais certo e mais seguro, Dum novo Portugal para o Futuro!...
Quem dera que tal fosse!...

António Monteiro da Fonseca - Hino à paz / A. Monteiro da Fonseca. - Guarda : [s.n.], 1975.
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