| Miragem |
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depois do sol descer de lá da Serra. Já fica um pouco escura, ao fundo, a terra. Vista de cima, - do Pinhal da Dorna.
Que tintas de oiro agora o sol entorna de tantas cores que no seio encerra! Aproxima-se a noite... Sombras... Erra Uma andorinha no ar que ao ninho torna.
Horas de mais tristezas, de saudades. Na torre alta da Sé tocam Trindades e o velho camponês tira o chapéu:
- «Avé, Maria! Cheia sois de Graça!» - E ante os seus olhos num instante passa A miragem dulcíssima do céu!
{endnote} CASTRO, José Augusto de, 1862-1942 - Miragem in Terra Sagrada : Guarda. Lisboa : Imprensa Lucas, 1932. 166 p : il ; 22 cm.{/endnote} |


Junho. Saio de casa. Tarde morna,