António Monteiro da Fonseca | Extrato de Tristão da saudade PDF Versão para impressão


Guarda, velha cidade, forte e altaneira,

Qual Pedestal granítico da Beira,

Solar de heróis, gente de armas, lidadores,

E consagrados poetas, homens de letras,

Berço talvez de insignes trovadores,

E quantos mais de fama e de valor

Que a sua história o diz!...

 

Guarda, velha Egitânia, de lusa gente,

Coração de Portugal, e a mais cimeira terra

Fronteira à Serra, à Estrela alvinitente

Do heróico País, dominador

Dos vastos mares, e construtor de Povos,

Que tantos, tantos descobriu, civilizou,

Enriqueceu, criou e ao mundo deu!...

E quem o desconhece, a esse Portugal,

Se o mundo inteiro o sabe, e a glória que lhe cabe

De tão longe ver chegar o Génio Português?...

Pois Guarda, Alta Cidade, a contemplada

Em celebrar a Festa Nacional, o Dia de Camões!...

Teu nome é hoje Universal entre as Nações!...

Por ti perpassa de memória,

A heróica História dum povo e duma raça!...

 

É o 10 de Junho, a data celebrada!...

É o dia de Camões, esse imortal cantor

Das Glórias nacionais!...

 

E tu, Guarda Cidade,

A Forte, a nobre e altaneira,

Qual Pedestal granítico da Beira,

Foste entre as mais, a preferida em celebrar

A festa de Camões, esse Imortal genial

O Grande Português e grande entre as Nações!...

... ... ... ... ... ... ... ... .... ... .... ... ... ... ... ... ... ...

Teu nome, Guarda, é hoje Universal...

És tu, só tu a grande data a celebrar...

O 10 de Junho – das Comunidades...

A relembrar Nações da Lusa Raça,

Já tantas!... e mais tantas!... tudo realidades!...

E então quem mais pode esquecer ou pense olvidar

Os nomes de Camões e Portugal?

Guardenses!...bem tenhamos de memória

Que Portugal não é só de hoje

Mas sim da sua lusa História!

 

 

 

{endnote} António Monteiro da Fonseca - Extrato de Tristão da saudade in Guarda livros : textos e contextos / seleção e org. António José Dias de Almeida. - Guarda : Câmara Municipal da Guarda, 2004.{/endnote}