Minha Terra Alta de Azul e Neve
Eduardo Lourenço | Extracto de Discurso PDF Versão para impressão

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Da verdadeira Guarda só me eram familiares o frio, a neve, o nevoeiro que hoje veio envolver-nos, o vento imemorial, o céu varrido, a aparência sideral que anos mais tarde Vergílio Ferreira evocará magistralmente em "Estrela Polar". Nesses oníricos anos da minha terceira classe, a Guarda, era só não ser São Pedro, a perda do ninho, o primeiro encontro com os outros.

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Jorge De Sena / Eduardo Lourenço PDF Versão para impressão

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Lisboa, 15 de Maio de 1977

 

Meu caro Eduardo

 

(...) A 5 ou 6 de Junho, voarei para Lisboa, pois que deverei proferir o sermão do 50º aniversário da presença em Coimbra a 7 (...), e o sermão camoniano, na Guarda a 10, a convite das comemorações que são mais do «emigrante» a que se quer lamber o rabo e a bolsa do que do Camões, emigrante também (fala, em nome da região, e não sei que mais, antes de mim, o Vergílio Ferreira, e depois de mim, o Ramalho Eanes

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ERA MISTER NOVOS CAMINHOS PDF Versão para impressão

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Reportemo-nos agora então, a datas mais recuadas, contemporâneas pouco mais ou menos daquele nosso regresso de Coimbra, fins 1º quartel deste século, ano novo de 1925.
Éramos então naquele primeiro patamar de entrada, supostos aptos já a enfrentar as realidades práticas da vida, prontos a dar início às nossas primeiras actividades úteis, após um final de curso que há pouco havíamos terminado.

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CANTAR DE AMIGO PDF Versão para impressão

 

Subindo serra a serra, Portugal acima,
Até perto da Estrela, aquela serra além,
Toda branca de neve,
Encontra-se uma Terra,
Noutra serra também,
Quase tão alta e fria como aquela,
Terra que um dia um rei mandara edificar,
E ali ficara então sentinela,
Sempre, sempre a guardar

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Miguel Torga PDF Versão para impressão

Guarda livros

Guarda, 25 de Fevereiro – Cá ando a dar a volta à Estrela, como uma borboleta a circundar uma luz. Pelo caminho vou olhando também a sepultura do Sortelha, em Góis, o berço de Pero da Covilhã, na dita, o lar de Pedro Álvares Cabral, em Belmonte, e a feiura forte e fria desta Guarda do passado.

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