Minha Terra Alta de Azul e Neve
ERA MISTER NOVOS CAMINHOS PDF Versão para impressão

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Reportemo-nos agora então, a datas mais recuadas, contemporâneas pouco mais ou menos daquele nosso regresso de Coimbra, fins 1º quartel deste século, ano novo de 1925.
Éramos então naquele primeiro patamar de entrada, supostos aptos já a enfrentar as realidades práticas da vida, prontos a dar início às nossas primeiras actividades úteis, após um final de curso que há pouco havíamos terminado.

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CANTAR DE AMIGO PDF Versão para impressão

 

Subindo serra a serra, Portugal acima,
Até perto da Estrela, aquela serra além,
Toda branca de neve,
Encontra-se uma Terra,
Noutra serra também,
Quase tão alta e fria como aquela,
Terra que um dia um rei mandara edificar,
E ali ficara então sentinela,
Sempre, sempre a guardar

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Miguel Torga PDF Versão para impressão

Guarda livros

Guarda, 25 de Fevereiro – Cá ando a dar a volta à Estrela, como uma borboleta a circundar uma luz. Pelo caminho vou olhando também a sepultura do Sortelha, em Góis, o berço de Pero da Covilhã, na dita, o lar de Pedro Álvares Cabral, em Belmonte, e a feiura forte e fria desta Guarda do passado.

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Ladislau Patrício IV - O Sanatório PDF Versão para impressão

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Sobranceiro aos vales e aos montes que formam a vasta cordilheira dos Hermínios, dali se desfrutam até muitas léguas em redor, as mais formidáveis cenas da natureza: dias de sol ofuscante; manhãs de límpido cristal; noites argênteas de luar álgido em Janeiro, ou de cariciosa frescura em Agosto; cavas espessuras de treva densa nas profundas noites sem lua, com o firmamento constelado de estrelas ou toldado de nuvens caliginosas; o sublime quadro dos nevoeiros subjacentes que repousam nos abismos vertiginosos; o sudário deslumbrante da neve que amortalha os cumes e as ravinas; e o assombroso espetáculo das trovoadas trágicas e dos desgrenhados vendavais, na sua estranha e alucinante beleza!...

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Pinharanda Gomes II PDF Versão para impressão

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Um compêndio de filosofia positiva

Em 1890 já havia duas Guardas. Elas tinham-se esboçado e construído desde os remotos anos de 1860, quando a febre da imprensa invadiu o distrito e, sobretudo, a capital diocesana, onde, num determinado momento se iniciou (1904) a publicação do semanário A Guarda (que tirava edições com títulos diferentes para Braga, Bragança, Santarém, Lisboa, Barcelos, Castelo Branco) e da qual Afonso Costa dizia que a República não ficaria consolidada enquanto A Guarda não fosse calada.

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