Eduardo Sucena (1928-) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Eduardo Sucena

Eduardo Martins Sucena é um escritor natural da freguesia da Sé, cidade da Guarda. O seu pai era dono da casa comercial Casa Sucena que vendia artigos religiosos e papelaria na cidade da Guarda. Frequentou o Liceu Afonso Albuquerque na Guarda e em 1949 foi para Lisboa fazer o serviço militar onde ingressou no curso de sargentos milicianos de Cavalaria, no Regimento de Lanceiros 2, onde permaneceu durante os anos de 1949 e 1950. Acabada a tropa, regressou à Guarda, tendo concorrido para a polícia judiciária onde foi admitido em 1951, colaborando ativamente durante cinco anos na revista "Investigação". Em 1967 deixou a polícia judiciária e passou à atividade privada, aceitando convite para representar uma empresa farmacêutica estrangeira em Angola. Em 1971 regressou a Portugal, continuando a viver em Lisboa onde deixara a família. Eduardo Sucena foi fundador do jornal académico "A Cabra", que se publicou na Guarda, em 1946. Publicou um folheto polémico sobre a razão de um monumento a erigir na Guarda, aos mortos no Ultramar: "Oculos Habent et non Videbunt".
Eduardo Sucena, jornalista e publicista contemporâneo, tornou-se conhecido sobretudo pelos seus trabalhos na área da Olisipografia, parte dos quais foram incluídos no "Dicionário da História de Lisboa", que dirigiu em colaboração com o Dr. Francisco Santana em 1994. Organizou e escreveu em 1988, a Introdução das "Obras Clássicas para a História de Lisboa" (Fundación Histórica Talavera, Madrid). Colaborou na "Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura – Edição Século XXI" e o seu livro "Lisboa, o Fado e os Fadistas" foi distinguido com o Prémio Júlio Castilho (1992), de olisipografia, pela Câmara Municipal de Lisboa. Também interessado na história das Ordens Militares, efetuou pesquisas, em Portugal e Espanha, de que, entre outros trabalhos, resultou uma obra, com a qual contribui para o enriquecimento da bibliografia nacional sobre uma matéria tão polémica como apaixonante, pondo em paralelo a ação dos cavaleiros templários portugueses com a dos seus "irmãos" em França e no Ultramar (Médio Oriente).
Além dos livros, tem colaboração dispersa por revistas e jornais, iniciando-se na "Flama" em 1950, seguiram-se a "Altitude", "Tellus", "Moda & Moda", "Olisipo", "Cadernos Culturais" (telheiras), "Arqueologia História", "Plateia", "Primeiro de Janeiro", etc.
Os trabalhos de Eduardo Sucena impõem-se pala seleta e criteriosa escolha das fontes, pela persistência e segurança da pesquisa, correção da linguagem e clareza da informação.
Foi Secretário-geral e Presidente da Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Lisboa, membro da Associação dos Arqueólogos Portugueses na Seção de História Olisiponense, fundador da Real Associação de Lisboa e da Associação portuguesa dos Amigos do Fado, tornando-se o mais ativo impulsionador da criação do Museu do Fado.

 

Obras:

  • Oculos Habent et Videbunt, folheto (1967)
  • O Pedestral (1969)
  • Crime e polícia (1973)
  • Lisboa, o fado e os fadistas (1992)
  • O Famoso Repórter X: o grande bluff do jornalismo português (1996)
  • A Sé Patriarcal de Lisboa: História e Património (2004)
  • A Epopeia Templária e Portugal (2008)
  • Calvário e Glória de Camilo (2014)
  • A dança teatral no Brasil (?)

 

Obras em colaboração:

  • Dicionário da História de Lisboa, em colaboração com Francisco Santana (1994)
  • Luis Pastor de Macedo, em colaboração com Marília Abel (2003)

 

 

 


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