Avelino Cunhal (1887-1966) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Avelino Cunhal

Avelino Henriques da Costa Cunhal, nasceu em Seia a 28 de outubro de 1887 e faleceu em Coimbra a 19 de dezembro de 1966. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e em 1922 foi nomeado Governador Civil do Distrito da Guarda.

Em 1924 foi para Lisboa onde exerceu advocacia, destacando-se na defesa de diversos acusados pela ditadura de crimes contra a nação e práticas subversivas. Foi ainda professor de História de Portugal no Colégio Valsassina, historiador, dramaturgo, pintor, desenhador e resistente da Ditadura do Estado Novo português. Avelino Cunhal foi casado com Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas de quem teve quatro filhos sendo o seu segundo filho Álvaro Barreirinhas Cunhal, líder histórico do Partido Comunista Português.
Foi colaborador das revistas "Vértice", "Seara Nova" e "O Diabo". Escreveu dois romances, cujo tema é a sua terra natal: "Senalonga" e "Areias Secas". Foi, ainda, dramaturgo, tendo escrito sob o pseudónimo de Pedro Serôdio, várias peças de teatro com claras intenções de intervenção social como: "Naquele Banco", "Ajuste de Contas", "Dois Compartimentos" e "Tudo Noite".
Sempre integrado na corrente neorrealista, Avelino Cunhal destacou-se como pintor e desenhador. Participou em Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, e nas Exposições Gerais de Artes Plásticas, tendo sido uma das suas obras apreendida pela polícia em 1947.
A postura intelectual e política de Avelino Cunhal era claramente de esquerda e todos os seus trabalhos são uma forma de intervenção e de luta contra o regime. Avelino Cunhal esteve preso durante vários meses, um dos quais incomunicável, precisamente pela sua ação intelectual e política.

 

Obras:

  • Dois compartimentos (1944)
  • Ajuste de contas (1946)
  • Naquele Banco (1947)
  • Senalonga, pequenas histórias de uma vila em 1990 (1965)
  • Areias Secas (s/d)
  • Nevrose (s/d)
  • Romance do Charco (s/d)
  • Tudo noite (s/d)

 

 


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