Vasco Miranda (1922-1976) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

VascoMiranda

Vasco Miranda é o pseudónimo de Arnaldo Cardoso Ferreira, natural da freguesia de Junça, concelho de Almeida, distrito da Guarda, onde nasceu a dezoito de agosto de 1922. Ordenado sacerdote católico em Maio de 1945, formou-se em Filosofia e Teologia pelo Seminário da Guarda, exercendo atividades paroquiais na freguesia de Mata de Lobos, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Mais tarde, foi professor no Colégio Manuel Bernardes em Lisboa.

É autor de uma poesia intensamente religiosa e amorosamente visionária. A Fraternidade é tema obrigatório do poeta em toda a obra. Fraternidade que começa no homem, prossegue na Humanidade e termina no Ser. O reino de Deus abrange o mundo todo e, nesse alargamento, está a realização específica da poesia de Vasco Miranda, como poeta e como padre.

Desde muito jovem revelou a sua veia poética, colaborando na revista "Vita Plena", do Seminário da Guarda. Tem colaboração poética dispersa e artigos nas revistas e jornais: "Seara Nova", "Mundo Literário", "Cadernos do Meio Dia", "Árvore", "O Tempo e o Modo", "Quatro Ventos" e "Bandarra". Colaborou ainda nos suplementos literários de vários jornais tais como: "Diário de Notícias", "Diário Popular", "Diário de Lisboa", "Jornal de Notícias", "Comércio do Porto", "Novidades" e "Diário Ilustrado".

Dedicou-se também à crítica, tendo colaborado no volume: "Estrada Larga" (Porto, 1962), com o estudo: "Dois Decénios de Poesia" e organizou o volume "Beira Alta. Antologia da Terra Portuguesa" vol. 7 (Lisboa, 1961) para o qual também escreveu o prefácio e notas.

Tradutor de várias obras religiosas, designadamente da autoria de Maritain, Fesquet e Werner Keller, foi também incluído em várias importantes antologias poéticas, sendo de salientar as seguintes: "Líricas Portuguesas", 3ª série, de Jorge de Sena, "Na Mão de Deus", poesias religiosas de José Régio e Alberto de Serpa, "Antologia da Novíssima Poesia portuguesa", de E. M. de Melo e Castro e Maria Alberta Menéres, "Antologia de la Nueva Poesia Portuguesa", de Angel Crespo, e "Contemporary Portuguese Poetry", de J. R. Longland, entre outras. É ainda referido em obras críticas de Franco Nogueira e Zacarias de Oliveira.

 

Obras:

  • "Luz e Sombra" (1946)
  • "Alfa e Ómega" (1951)
  • "A Vida Suspensa" (1953)
  • "Invenção da Manhã" (1963)
  • "Dizer, Amar (recolha de todos os livros e mais um inédito)" (1971)
  • "O Ciclo de Elsa" (poemas) (inédito)
  • "Da Solidão e do Diálogo" (ensaios) (inédito)

 


Fonte:

  • GOMES, Jesué Pinharanda - Dicionário de escritores do Distrito da Guarda. Guarda : Jesué Pinharanda Gomes, 1969. 124 p.
  • GOMES, Jesué Pinharanda - A Guarda ilustrada: breve panorama dos escritores do Distrito da Guarda. Braga : Editora Pax, 1988. 86 p.
  • PERFEITO, Abílio - Um poeta nosso Vasco Miranda. In: Praça Velha : revista cultural da cidade da Guarda. Ano I, nº 2, 1ª série (Novembro 1997), p. 69-72.
  • ROMANA, José Manuel Trigo Mota da - Antologia de escritores da Guarda : século XII a XX. Guarda : Câmara Municipal da Guarda, 2003. 406 p.
  • www.estudioraposa.com/index.php/category/poetas/vasco-miranda-poetas
    • Consultado em 27 de Maio de 2016